3 de mai de 2012

Resenha: As Últimas Quatro Coisas



Esse é um livro que eu queria muito esperei 1 ano para o lançamento na Bienal do Rio. Comprei e não li, ganhei outro exemplar no dia do meu aniversário do meu amigo Rafael Dias. Peguei ele para ler em dezembro. Esse seria o meu último livro de 2011. Ledo engano...
A Mão Esquerda de Deus é o primeiro livro da trilogia, é simplesmente MARAVILHOSO. Contudo As Últimas Quatro Coisas é tedioso, a leitura foi arrastada e só consegui terminar agora dia 7 de janeiro à meia noite e quarenta.
Depois da traição de Arbell Pescoço de Cisne, Thomas Cale volta para o Santuário. Bosco o confere a missão suprema ser a “fúria de Deus” encarnada. Ele deveria matar os Antagonistas e com isso auxiliar Bosco no bem maior. Eliminar o santo papa para ele se tornar a pessoa que Deus transmitiria a “Única e Verdadeira Fé”. Mas para isso Bosco tinha que eliminar dois redentores Parsi e Gant.
Cale precisava de soldados, por um infortuito os 299 foram mortos. Ele teve que improvisar. Os Redentores que eram párias foram ‘perdoados’ e fizeram parte do exército da Fúria de Deus.
Kleist e Henri foram atrás de Cale, mas se separaram. Kleist não gostava de Cale e não queria morrer por ele. Contudo Henri era amigo, ou se imaginava assim, e queria o bem dele. Fora preso e torturado. Ele era um acólito. Tinha fugido. Não era bem vindo ao Santuário. Porém Cale teve a chance de saber de seu amigo e conseguiu resgatá-lo da morte.
A narrativa passa da história de Cale para Bosco, para Kleist e sua nova família os cleptos, para os Materazzi para Cale novamente. As últimas quatro coisas era uma música que os Redentores cantavam em batalha para entrar em contato com Deus e falava assim:

Morte, Julgamento, Céu e Inferno
As últimas quatro coisas a que me apego
Mortificação, morte e pecado
São as roupas com que estou trajado. (pág.115)

Uma batalha que aos olhos dos Redentores estava perdida, para Thomas não. Ele analisava todas as possibilidades para não haver erros. Um erro causava morte, ele não poderia morrer. Ele ainda tinha que fazer Arbell sofrer. Ela o traiu, humilhou, deixou que o levassem embora. Tudo o que ele queria era viver. Viver em paz. Ele teve um pouco disso, mas a realidade é dura, Bosco mostrou o que ele tinha que fazer. Ele era o boneco, a marionete de um Redentor que aspirava ser o papa. O sumo pontífice.
Kleist quando deixou Henri para tentar sobreviver se deparou com salteadores. Eles o roubaram, mas o deixaram vivo. Um erro que não cometeriam mais. Kleist os seguiu e os matou. Havia uma jovem com eles. Ela tinha sido capturada. Daisy. Ela era clepta. Um povo que vivia de pequenos roubos. Seus principais alvos, os mulçumanos.
Daisy era engenhosa, ela gostou de Kleist e o convidou a conhecer seu povo. Ele encantando com a moça foi. Eles ficaram juntos, se casaram. Ela estava grávida. Kleist não sabia como isso havia acontecido. Daisy explicou:

Quando seu pênis está dentro de mim e você tem chiliques. É assim que você faz bebês. (pág. 124)

Um menino que jamais tivera uma mulher, agora será pai e fará com que sua família esteja a salvo. Todavia não pensara que teria uma guerra contra seu antigo algoz. Os Redentores. Eles estavam passando pela campina quando um vigia os viu e foi alertar a tribo. Kleist pediu para que sua esposa e as mulheres e crianças fossem retiradas, pois os Redentores matariam a todos.
Henri levou um flechada no rosto e ao chegar em Leeds Espanhola Cale encontrou IdrisPukke e conseguiu um local para ele, Henri e 160 párias. Só não contava em encontrar a mulher de sua vida. A mulher que lhe causara insônia. O amor dele na Terra. Arbell Materazzi.
Bosco fora chamado com urgência no calabouço. Tinha uma coisa muito errada. Ele ficou pasmo com o que viu. Um de seus discípulos o acompanhou, Gil um soldado exemplar. O que eles viram a seguir foi inexplicável, Gil proferiu o que 3 Redentores não queriam falar e que Bosco não pronunciou:

Meu Deus, roubaram o caralho do Papa! (pág. 256)     



Nota da Milena: Eu achei que esse livro seria muito bom. Como eu disse lá no início do post, me enganei profundamente. Uma enrolação para sair no 3º livro que é, espero eu, o melhor. Para dizer que o livro é muito ruim, eu estarei mentindo. O livro é bom e só. Ele tem estratégias, suspense, algumas partes cômicas. Umas tiradas legais. Um menino insubordinado que está mais para birrento, mas que as vezes sabe o que faz. Essa série continua sombria. Não tanto quanto gostaria, mas ainda tem um que. A trama já começou a ser desfeita. Temos algumas partes mais amarradas. Acredito que acontecerá algumas coisas se eu estiver certa no terceiro livro eu falo. Mas já vou avisando para quem leu A Mão Esquerda de Deus em 2 dias como eu, esse livro não é leitura tão rápida. Me decepcionei um pouco.

Nota:

Serviço:


Título Original: The Last Four Things
Autor: Paul Hoffman
Tradutor: André Gordirro
ISBN 9788581050096
Gênero: Ficção inglesa
Páginas: 304
Formato: 16x23
Editora: Suma de letras



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